Obra reúne pinturas, relatos e documentos que revelam a vida e o legado do artista egípcio que marcou o surrealismo brasileiro.
O livro “Vida e Obra de Alberto Massuda: 100 anos” celebra o centenário de Alberto Massuda (1925–2000), pintor egípcio que marcou profundamente o cenário das artes visuais do Paraná e é reconhecido como um dos precursores do surrealismo no estado.
Lançada durante a exposição “A Cor e o Lirismo de Alberto Massuda: 100 anos”, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON) entre 4 de novembro de 2025 e 26 de abril de 2026, o livro reúne mais de 120 pinturas, desenhos, poemas e reflexões filosóficas, oferecendo um retrato sensível e abrangente do artista que transformou a própria vida em uma experiência estética.
Pesquisa histórica e acervo visual
Escrito por seu filho, Cadri Massuda, a obra busca reconstituir a trajetória enigmática de Alberto, que deixou o Egito, adotou um novo nome e, assim, praticamente apagou seu passado antes de chegar ao Brasil.
Durante décadas, sua história permaneceu envolta em silêncio, a ponto de a comunidade artística internacional acreditar que ele havia morrido em 1965, ano em que desapareceu dos registros ao embarcar para uma nova vida na América do Sul. O livro revela esse percurso oculto e reconstrói as pontes entre “Ibrahim”, o jovem artista do Cairo, e “Alberto”, o pintor que surgiria em Curitiba.
A narrativa de “Vida e Obra de Alberto Massuda: 100 anos” foi construída a partir de pesquisas em documentos, jornais, anotações deixadas por Massuda e entrevistas com pessoas que conviveram com ele. A edição é ilustrada com fotografias, documentos e registros do acervo familiar e artístico, permitindo ao leitor acompanhar o percurso do artista e compreender a forma como sua obra atravessou épocas, países e transformações pessoais.

